BRAZILCONZE BRAZILIAN ONLINE MAGAZINE, CULTURAL MAGAZINE Interview, Intrevista
Guilherme Neto
by Ana Lourdes Alvarenga

Guilherme Neto está acostumado a suar frio - não por ser flamenguista mas por ser um dos expoentes cariocas do Downhill Skateboard. Desde 2003 que Guilherme está dentre o Top 10 do Brasil e apto a correr as etapas de Mundiais. No último campeonato relizado no Rio Guilherme conquistou o 7º lugar entre os 70 atletas nacionais e internacionais que participavam do evento. Guilherme found out about BRCZ in a Skateboard website - got in contact and surprised us with his knowhow. O Resultado - tivemos que entrevistar o cara. Aqui ele fala das aventuras de viver sliding downhill, explica aos desavisados os trics da bricadeira que virou profissão - uma das mais rentáveis dos sports individuais - para quem vira o menino dos olhos do patrocinador. Essa entrevista foi realizada um pouco antes do Sandro Dias (mineirinho) - atleta do skateboard mencionado por Guilherme nessa entrevista, ter ganho mais uma competição internacional. O BRASA comemora o pódium mais uma vez com Sandro, se preparando para um futuro sorridente com Guilherme que em apenas 3 anos de profissão promete seguir o mesmo caminho. Diretamente das curvas da Vista chinesa à 100km/h protegido apenas por 'roupas especiais' Guilherme Neto mata a curiosidade dessa skatista de padaria que sou eu - sliding on Williamsburg/Brooklyn - NYC only mas já apaixonada pela sensação de liberdade que aquela tábua com rodinhas proporciona. Enjoy. By Ana Lourdes Alvarenga 1) Tem flamenguista na área? Skatista Radical, quando a bola bate na rede para quem você grita? Guilherme: Como já diz o hino: “...UMA VEZ FLAMENGO, FLAMENGO ATÉ MORRER...”!!! Desde de meus 2 anos de idade sou flamenguista! 2) Como começou essa estória de andar de rodinha? Guilherme: Eu ganhei meu skate quando eu tinha uns 5 anos de idade quando ganhei meu primeiro skate de meu pai, desde então eu ando de skate e antes do donwhill passei pela modalidade street e andava muito em rampas e skate Parks, ou seja, a familiaridade com o carrinho já vinha praticamente do berço, meu primeiro contato com o longboard foi na praia (ciclovia) em 1995 quando dei um role no skate longboard de um amigo meu e fiquei amarradão com a sensação de liberdade e vento na cara que só o skate longboard proporciona, a partir daí não sosseguei até trocar uma prancha velha por um skate longboard, a partir daí eu passei a ir a quase todos os finais de semana para praia dar um rolé, passei também a "dropar" umas ladeiras bem leves aqui perto de casa na Tijuca – Rio de Janeiro. Em meados de 1997, houve um campeonato de downhill nas Paineiras estada da floresta da Tijuca (maior floresta urbana do mundo) que passou na televisão, quando eu vi aquelas imagens fiquei doido, os caras "dropando" em meio à floresta descendo a ladeira sem barulho de motor, ar puro, adrenalina, liberdade, banhos de cachoeira. No final de semana seguinte eu estava lá nas Paineiras e não parei mais. 3) Quando virou o skate profissão? Guilherme: O profissionalismo veio no final de 2002, quando resolvi que queria ser atleta e comecei a batalhar, treinando mais, aprendendo mais, correndo atrás de patrocínio, estudando o esporte a fundo, vendo e estudando fotos e filmes, correndo campeonatos, etc. 4) São várias as modalidades de Skate... a little speech para os que como nós tem muito a aprender Guilherme: Sim, são elas: Skate Vertical: Andar de skate em rampas em forma de U também conhecida com Half- Pipe, seja ela, mini-ramp (a partir de 0,5 m até uns 1,5m de altura) ou o vertical (a partir de 4 m de altura). Skate Street: Andar de skate pelas ruas passando por obstáculos urbanos aplicando manobras sobre os mesmos, hoje é comum em quase todo o planeta a existência de skate Parks para a prática dessa modalidade. Downhill skateboard é mais complexo do que parece, pois ele envolve inúmeras emoções, mas resumindo, o downhill é a possibilidade concreta de poder de locomover sobre uma tábua com quatro rodinhas sem ajuda de nenhuma força motor barulhenta, é simplesmente descer numa ladeira sob a força da gravidade sentindo o vento bater no rosto, confraternizando essa “vibe” com os amigos em ladeiras do Rio e do Brasil, se DEUS quiser ele há de querer, pelas ladeiras do mundo também. É chegar ao fim da ladeira com a adrenalina ainda presente em suas veias, fazendo seus braços e pernas tremerem e a mente sentir vontade de subir ao topo da ladeira para descer novamente. Existem especificações de categorias dentro do esporte, são elas: 1º Downhill longboard Freeride - descer a ladeira em estilo livre, surfar à ladeira, mandar "carves", alguns slides, andar com estilo aproveitando toda a ladeira, em largura e comprimento. 2º Downhill slide - descer a ladeira mandando o maior número de slides possíveis com a maior velocidade possível, pode ser com "skatinho" normal ou longboard, ambos com rodas duras. 3º Slalom - descer a ladeira passando por um a linha de cones, são dois skatistas descendo, cada um em sua linha de cones, quem chegar em primeiro sem derrubar nenhum cone e passando por todos os cones, leva a bateria. 4º Downhill skateboard standup speed - descer a ladeira imprimindo o máximo de velocidade possível, no domínio da técnica do speed, temos: Foot break" (frear com um dos pés mantendo o outro sobre o skate em qualquer velocidade, é uma norma de técnica e segurança), "Air break" (frear usando o corpo para reduzir a velocidade), Trabalho de vácuo (andar procurando se encaixar no vácuo do outro atleta e esperar o momento certo para ultrapassagem), Fazer curvas em alta velocidade (fazer as curvas em alta velocidade colocando uma das mãos na borda do skate a outra mão no chão deve-se usar luva com pads de poliuretano). Nos campeonatos, são feitas tomadas de tempo para classificar os atletas, os campeonatos costumam ter o formato de 32 atletas classificados, normalmente tem 70 atletas inscritos, assim 38 atletas são eliminados na tomada de tempo. As eliminatórias são formadas por baterias de quatro atletas, os skatistas que chegam em primeiro e em segundo passam para a próxima fase até chegar a final. 5º Downhill boardercross - descer a ladeira passando por cones, rampas, wallrides, bumps, etc. Dois atletas descem juntos e quem chegar primeiro leva a bateria. Eu curto e treino em todas essas categorias, além de andar em mini-ramp e street, mas a categoria em que eu mais me empenho é o downhill speed. 5) O que é o mais difícil e o mais prazeroso em cada uma delas? Guilherme: Cada modalidade tem seu gostinho especial e eu tento sempre que posso, praticar todas elas, pois cada uma completa a outra, mas a categoria em que eu mais me empenho é o downhill speed, de qualquer forma, o mais importante para mim é estar andando sobre o skate! 6) Vantagens e desvantagens de long board, um carro, uma motocicleta - qual seriam? Guilherme: O longboard é muito mais vantajoso, pois quando praticado com segurança é mais prazeroso e menos perigoso que a moto e o carro, além de ser saudável e não poluir nossa tão degradada natureza. Particularmente, eu uso muito meu longboard como meio de tranporte para distância médias e curtas aqui no Rio de Janeiro. 7) Who are the best skate boarders in the world - why? Guilherme: É difícil apontar quem é o melhor, pois cada um tem seu estilo, dessa forma, eu tento me inspirar nos meus ídolos desde de quando comecei a andar e atualmente para fazer e melhorar minha performance, meus ídolos são estes: No Street: Rodil de Araújo (Ferrugem) e Alam Mesquita. No Vertical: Sandro Dias (mineirinho) e Bob Burnquist No Downhill Slide: Alexandre Maia, Juliano Cassemiro e Mikima No Downhill FreeRide: Alexandre Maia e Marquinhos No Downhill Speed: Alexandre Maia, , Renato Reche, Juliano Cassemiro, Darryl Freeman (hawai) e Stuart BradBurn (South Africa). 8) Who and where are the best brazilians SB? No Street: Rodil de Araújo (Ferrugem) e Alam Mesquita. - Brasil No Vertical: Sandro Dias (mineirinho) e Bob Burnquist - EUA No Downhill Slide: Alexandre Maia, Juliano Cassemiro e Mikima - Brasil No Downhill FreeRide: Alexandre Maia e Marco Aurélio (Marquinhos) - Brasil No Downhill Speed: Douglas Silva e Juliano Cassemiro - Brasil 9) Quantas horas você pratica por dia ? Guilherme: Meus treinos do donwhill ocorrem somente nos finais de semana, porque é um esporte para ser praticado com no mínimo umas 5 pessoas, que se dividem fazendo segurança e dropando a ladeira. Dessa forma, nos dias de semana eu treino em mini –ramps faço street e uso meu longboard como meio de transporte para compor minha resistência física, além de fazer um trabalho na FlexGym academia, onde tenho meu preparo físico orientado e montado pela academia aqui na Tijuca, onde cumpro uma rotina de exercícios específicos para prática de downhill, além disso, faço Yoga na mesma academia, que me ajuda na concentração nos campeonatos e mantém firme meu corpo e mente. Tudo isso alternado com minha faculdade de economia. 9 a)O que é que tua mãe acha disso? Guilherme: Minha mãe ficou um pouco preocupada no início, mas como eu entrei no esporte e fui evoluindo gradativamente, sempre prezando minha segurança, ela confia e me apóia muito , tal como toda minha família. 9 b)E as gatinhas? Guilherme: O Skate até um tempo atrás não era muito popular entre as meninas, mas hoje em dia tal como o surf, o skate está cada vez mais popular e a cada dia temos novas praticantes do sexo feminino, aqui no Brasil a melhor atleta de skate downhill Speed, downhill Slide e Downhill freeRide e a Christie Aleixo. 9 c) Por ser um esporte individual, rola solidão na prática do Skate? Guilherme: O Skate não é de forma nenhuma solitário,é praticado por um grupo de amigos seja em qualquer modalidade, é uma família. 9 d)Todo profissional tem equipe? Qual é a tua? Guilherme: Não somos uma única família em prol do um esporte que amamos, o que temos são associações, clubes e galeras que se reúnem em prol do esporte ajudando a difundir (técnicas, segurança, realizar campeonatos) o mesmo em todo o país. Meu “time” é o CLUBE SKATE DE LADEIRA DO RIO DE JANEIRO. 10) Qual foi tua manobra mais radical? Qual vai ser a próxima? Guilherme: Eu diria que minha melhor manobra, foi e é andar acima dos 100 km/h. 10 a) Records: Qual foi tua highest speed? A queda mais sangrenta? Osso mais partido? Guilherme: Eu diria que minha melhor manobra, foi e é andar acima dos 100 km/h. Minha pior queda foi no último mês de janeiro no mundial da Vista Chinesa aqui no Rio de Janeiro, onde um outro atleta caiu na minha frente a uns 80km/h na curva mais difícil do circuito e eu me choquei com ele em cheio ficando com um ralado na mão que chegou aos ossos. Minha queda com osso partido foi em 2001, onde eu passei numa possa de água e fui lançado no ar a uns 60km/h e acabei quebrando meu braço. 10 b) Uma manobra "Da vinci"; Uma Manobra "Miró"; Uma Manobra "Polanski"; Guilherme: No downhill slide o Lay Back, no street o KickFlip 360º, no Speed uma ultrapassagem a mais de 100km/h e no Vertical o 900º. 10c) SURFISTA DE TRÊM? O que achas disso? Guilherme: Pura ignorância e inconcequência. 10d) É verdade que quem surfa, já sabe snowboard, e quem pratica snowboard tem o swing para skate? Guilherme: Sim, sempre que possível. O surf eu faço sempre que posso, mas o snowboard ainda não tive a chance de fazer. 11) What's up with the skateboard industry? Como vc vê essa MTVzação da parada? Guilherme: A industria de skate cresce em números impressionantes em todo o mundo, isso é bom pois temos uma evolução tecnológica sem interrupção. O que falta é as empresas patrocinarem atletas e campeonatos para fazer o esporte crescer mais ainda. 11a) Existe um estilo Brasileiro no skate? ou mesmo um estilo carioca/paulista de andar de rodinha? Guilherme: Ao meu ver, estilo é fundamental, é aquilo que faz a diferença na hora de você identificar um atleta de outro. O que define e sempre está presente na performance de um brasileiro é a garra e a raça de fazer de tudo até o último minuto que pode em uma bateria, isso é uma característica de nosso povo que tem de “fazer tripas coração” para conseguir realizar seus sonhos dentro de um país com tanta dificuldade. 12) É difícil fazer do skate profissão no Brasil? Pq? Qual é a saída? Guilherme: Infelizmente no Brasil, se você não for jogador de futebol e neste caso jogar muito bem e ser idolatrado pela mídia, você não tem perspectiva nenhuma de viver se mantendo financeiramente através do esporte, até mesmo os esportes olímpicos os atletas sofrem para sobreviver e quase todos tem uma profissão paralela, que na verdade é a profissão oficial. Comigo, ocorre o mesmo o skate é minha paixão, minha diversão, meus grandes amigos são do skate e tudo que faço pelo skate é por amor, nunca ganhei um centavo se quer com esporte, dessa forma tenho que ter uma profissão principal e lutar para defender meu estado e meu pais nas competições de tudo quanto é jeito, se desfazendo de peças de skate, por exemplo. Por isso e porque também tenho um sonho de seguir carreira eu estou cursando economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e estarei me formando em 2007. 13) Um sonho. Um pesadelo. Guilherme: Na verdade meu sonho foi realizado em parte pois desde de 2003 eu estou dentre o Top10 do Brasil e apto a correr as etapas do Mundial e finalmente em janeiro passado eu consegui correr minha primeira etapa de Mundial que pela primeira vez foi relaizada aqui no Rio de Janeiro e eu consegui o 7º lugar no podia dentre os mais 70 atletas nacionais e internacionais. Assim meu sonho é poder estar saudável e treinado com um bom nível técnico e condicionamento físico, para quando enfim eu conseguir um patrocínio que financie, minhas viagens para correr todas etapas do brasileiro e do mundial eu possa, lutar para realizar meu sonho de ser campeão brasileiro e Campeão mundial. Meu pesadelo é não tentar realizar o sonho citado acima. 14) Para quem quer saber mais sobre SK, você recomenda ... Guilherme: Aqui no Brasil, os melhores site especializados são: www.riolongboard.com.br www.diorando.com www.ncdsa.com/66/Skateboarding-in-Brazil.htm www.triboaventura.com www.maia.pro.br www.champdofunil.com.br www.downhillstandup.blogger.com.br downhillmachine.blig.ig.com.br/ www.40polegadas.com.br/polegadas/novo/index.html www.bomdrop.theblog.com.br/ www.xbk.com.br BRCZ - Para quem quer VIVER mais Skate você recomenda... Guilherme: Aproveitem ao máximo o skate, seja na ladeira, na ciclovia, nas mini-ramps, esse esporte é incomparável e todos podem praticar se estiverem devidamente equipados e não abusarem do próprio limite. Usem capacete, joelheira, cotoveleira, luva e tênis sempre que forem andar de skate. Tentem andar com quem sabe, quem já pratica a mais tempo e que pode te passar dicas de manobras e técnicas de segurança. BRCZ - Deu GRINGO na área, dicas de 5 places MUST skate in RIO. Guilherme: As melhores ladeiras do Rio são: Lumiar, Bananal, Sumaré, Vista Chinesa e Paineiras. Os melhores bows: Lagoa Rodrigo de Freitas e Shopping Rio Sul Os melhores skate parks: skate Park do Flamengo, 021 skate Park no Shopping Citta América na Barra da Tijuca, skate Park do Recreio na praia do Recreio dos Bandeirantes. BRCZ -Uma música que te ajuda a gingar no asfalto. Uma música que te ajuda a levantar do estabaco. Guilherme: Sabotage dos Beastie Boys, Stairway To Heaven do Leed Zeppelin e Good Times Bad Times também do Leed Zeppelin. BRCZ:Vai mandar beijo pra quem? Leva os nossos de brinde :). Guilherme: Fica aqui e sempre um grande abraço e um obrigado para minha família, ara Maria Flávia e família, para FlexGym academia(www.academiaflexgym.com.br), Osklen( www.osklen.com), Puma(www.puma.com), Lúmica. Muito obrigado pela ótima entrevista do site www.brazilconze.com , espero que gostem Grande abraço, Guilherme: Neto (GUI).

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